segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Preciso dizer que te amo


Hoje o post vai ser bem grande. É uma conversa que eu e a Mi tivemos sobre amores platônicos, e resolvemos colocar aqui. Ah e por falar nela, ela foi viajar e eu estou o feriado inteiro sem falar com ela. -sad :/- hahaha, vamos ao post:

- Milena diz:
Amiga, você já viu a letra daquela musica do Fake Number, Platônico?
E ter que esconder
E não poder demonstrar
Mentir pra você
Fazer o outro acreditar
Platônico
Até pode ser
Platônico
Mais do que eu deveria
sentir. ♫
- Natasha diz:
Essa musica diz tudo, principalmente a parte que diz "não é normal o que eu sinto por você ♫."
Eu acho que todo amor platônico não é normal, impossível que uma coisa assim seja normal!
- Milena diz:
Exatamente!
São pessoas impossíveis, em situações impossíveis de um dia acontecerem, por isso que amor platônico não pode ser um sentimento normal. É quase como se apaixonar pelo sol, mas o pior, é que é uma pessoa real e que parece ainda mais impossível de ter do que o próprio sol. (comparação péssima)
- Natasha diz:
Né, mas o sol sempre vai estar lá (tá, nos dias de chuva você não vai vê-lo), e você pode sempre sentir ele te aquecendo, mesmo que ele não esteja realmente aqui, ele vai sempre te acompanhar.
Amor platônico não, você gosta daquela pessoa e, ou a pessoa não corresponde ou ela nem ao menos sabe, porque você tem medo, medo de não ser correspondida, medo de não sei o que também. --'
- Milena diz:
É, mas nós como fiéis pessoas anormais temos que sentir isso, só pra não perder o costume né?
- Natasha diz:
Com certeza, e não adianta, nós NUNCA vamos aprender, não importa quantas vezes a gente viva a mesma coisa.
- Milena diz:
O medo? Eu não sei sinceramente porque nós temos medo. Pensemos em ambos os casos:
Meu caso: Eu só o vi cinco vezes, e a não ser que o destino tenha um amor platônico por mim e queira me ver feliz, ele não me proporcionará a honra de ver essa pessoa novamente. Então, que diferença faria se eu dissesse EU TE AMO no msn pra ele? No máximo, ele iria pensar que eu mandei uma mensagem errada ou me bloquear, o que realmente não faria diferença já que ele nem fala comigo.
Seu caso: Bom, como eu o conheço, eu sei que ele é uma pessoa muito legal e mesmo que soubesse, acho que ele não iria deixar de falar com você ou de ser seu amigo, iria? No seu caso, tem também a "outra", mas o que poderia acontecer de tão grave para termos tanto medo?
- Natasha diz:
É como se fosse algo muito perigoso né, algo que pode acabar com a nossa vida. Não faz realmente nenhum sentido a gente ter medo, é só uma pessoa como a gente. E já que é platônico, não importa se é ou não correspondido, porque a gente sofre de qualquer jeito, eles sabendo ou não. No começo sofremos pelo tal medo sem sentido, e depois sofremos se não somos correspondidas, então acho que não faz diferença.
- Milena diz:
Sinceramente, não faz. Já que vamos sofrer de qualquer jeito, então porque não falamos logo e ouvimos o que temos que ouvir, ao invés de ficar sofrendo, imaginando e sonhando com o que poderia acontecer se contássemos, ou se eles descobrissem? Porque esse medo? Porque não contar logo e desencanar de uma vez? Porque ficar sofrendo sozinhas por tanto tempo, porque esconder tanto?
- Natasha diz:
Eu acho que é porque temos algo dentro de nós que não nos deixa contar, algo maior que nós. Mas eu acho que deveríamos vencer isso e contar de uma vez, não se pode sofrer pelo que ainda nem foi dito.
- Milena diz:
Talvez só tenha que ser assim. Talvez seja só o caminho que temos que seguir para aprender, até que avistemos o príncipe no cavalo branco. Talvez somos só meninas anormais, com sentimentos anormais para combinar...
Pra falar a verdade, sofremos por antecipação, por medo de saber o que realmente pode acontecer. Talvez não seria tão ruim como imaginamos em nossas cabeças desocupadas.
- Natasha diz:
E é exatamente por essa razão: nossas cabeças são desocupadas. E consequentemente, nosso coração está vazio ou desocupado também, então procura alguém pra ocupar esse espaço. Isso acaba tomando conta de todos os nossos sentimentos, dos nossos pensamentos e dos nossos sonhos, que às vezes acabam invadindo o nosso sono também e não nos deixa dormir em paz.
- Milena diz:
Eu me sinto sempre confusa tendo esse amor platônico, mesmo porque ele já dura praticamente um ano. Não que eu não o tenha escondido até de mim mesma e tentado esquecer essa fantasia, mas na real ele está sempre aqui. Me faz tão mal e ao mesmo tempo tão bem, sabe. Tem vezes que eu fico sonhando, pensando e imaginando mil coisas boas que poderiam acontecer. Não me sinto mal quando sei que elas são somente sonhos, no entanto, em outros dias, não suporto pensar nisso, saber que guardo todo esse sentimento e que ele nem se importa. Isso me faz chorar e ficar me colocando pra baixo. Às vezes, eu queria esquecer tudo isso, mas em outras vezes eu agradeço por ter esse sentimento, que preenche todo o vazio que está aqui...
- Natasha diz:
Eu me sinto de um jeito muito estranho, porque ele está sempre perto de mim, mas não sabe de absolutamente nada do que eu sinto, e o meu medo não deixa que ele saiba. Ainda faz muito pouco tempo que tenho esse amor platônico, acho que aproximadamente há um mês. Ele não faz o tipo colírio que atrai todas as meninas, e isso tornaria muito mais fácil a revelação dos meus sentimentos a ele. Mas tem também a questão dele ter uma namorada, o que me deixa ainda mais perdida, e com mais medo ainda de dizer a ele o que sinto. Ele é nosso amigo, está sempre por perto, e então eu não consigo saber se isso é bom ou ruim, porque ao mesmo tempo em que eu goste de ter ele por perto, isso só aumenta os meus pensamentos constantes nele. Esse sentimento pode não ser muito bom, mas também não é ruim. O que vou fazer para resolver isso, ainda não decidi. Pode ser que eu conte, e ele diga que sente o mesmo; Pode ser que eu conte, e ele diga que quer continuar sendo apenas meu amigo; Ou pode ser que eu não conte e continue aqui, pensando no que fazer, até que seja tarde demais.

PS 1: esse post pode levar algumas pessoas a fazerem o que devem fazer e antes não conseguiam. Mas nós duas ainda não fomos capazes de contar aos nossos amores platônicos o que sentimos por eles.
PS 2: post baseado em fatos completamente reais, escritos numa noite de sábado (24/10/09), através de uma conversa não muito feliz via MSN.

PS 3: foto tirada por mim !

Um comentário:

Aline disse...

Amei seu universo paralelo <3

dá uma passadinha lá no meu blog: http://fica-pra-proxima.blogspot.com